A performance do setor imobiliário segue surpreendendo em 2025. Dados recentes revelam que o volume de negócios no segundo trimestre do ano ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, refletindo uma expansão significativa nas vendas de imóveis.

O levantamento, realizado pelo Sindicato da Habitação (Secovi) em parceria com a Fecomércio, aponta que mais de 3 mil unidades foram comercializadas no período, representando um avanço de quase 50% no número de imóveis financiados em comparação com o mesmo trimestre de 2024.

O grande motor dessa alta foi o financiamento imobiliário, com destaque para os programas habitacionais federais, especialmente o Minha Casa, Minha Vida, que impulsionou o número de contratos e ampliou o acesso à casa própria. Em um ano, o número de imóveis financiados saltou de 555 para 1.713 — um crescimento de 208,65%.

Segundo Marco Pessoz, presidente do Secovi e vice-presidente da Fecomércio, “o ritmo de vendas é histórico, com mais de mil unidades negociadas por mês, o que representa não só arrecadação para os cofres públicos, mas também um reflexo direto da confiança no setor”.

Apesar do volume expressivo, o ticket médio das vendas caiu 16,47%, ficando em torno de R$ 395,8 mil. O motivo é a concentração das vendas em regiões com imóveis de menor valor, como as zonas de expansão urbana.

A região Oeste liderou tanto em número de unidades vendidas quanto em valor financeiro, somando R$ 569 milhões e 1.441 imóveis negociados. Mesmo diante de um cenário econômico ainda desafiador, os imóveis populares seguem como a principal força do mercado, resistindo melhor aos impactos da inflação.

Os dados também indicam que o financiamento respondeu por quase metade das vendas (49,94%) — avanço significativo em relação ao trimestre anterior, que fechou com 44,27%.

O estudo é realizado desde 2015 com base nas informações do ITBI municipal, com apoio da Secretaria de Fazenda e da Fecomércio.

Com Comunicação Fecomércio

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